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Retorno dos boleiros do tênis
Para: Associados do Esporte Clube Pinheiros, tenistas ou não.
Os associados abaixo assinados, tenistas ou não, exigem da diretoria do Esporte Clube Pinheiros o retorno dos jovens que trabalhavam como boleiros nas quadras de tênis. O serviço dos boleiros foi justificadamente suspenso durante a pandemia de COVID, mas com o retorno das atividades do clube, a diretoria decidiu simplesmente encerrar esta função, sem consulta e nem mesmo comunicado prévio aos tenistas. Tal ação contrária os objetivos sociais do clube que tem por finalidade realizar atividades de caráter social e educacional (Art. 4º, §1º, II do Estatuto Social) e deve ser imediatamente corrigida.
Relacionamos a seguir as principais vantagens de contar com boleiros no tênis.
A principal razão é de caráter social, pois o boleiro representa o estágio inicial de uma carreira no esporte. Vários jovens que começaram no clube como boleiros seguiram no tênis e viraram professores, muitos com diploma de educação física. Temos inúmeros exemplos e depoimentos de pessoas bem sucedidas que começaram suas vidas pegando bolinhas no clube. Mesmo aqueles que não seguiram no esporte exerceram uma atividade que lhes proporcionaram remuneração, estudos, transporte, alimentação em um ambiente saudável como o clube. Entendemos que o clube tem uma função social importante e não pode simplesmente cancelar um programa que já formou tantos profissionais e pessoas íntegras. Por esta razão entendemos que o retorno dos boleiros não é só de interesse dos tenistas, mas de todos os associados que desejam ver o clube como um agente de promoção social e desenvolvimento humano, como, inclusive, determina o seu Estatuto Social.
Em segundo lugar, o boleiro pode ajudar o tenista e tornar o jogo mais dinâmico. O tênis é um esporte que pode ser praticado por toda a vida e no clube temos tenistas de todos os níveis e idades. Tenistas mais avançados e em plenas condições físicas podem não sentir falta do boleiro, mas tenistas iniciantes e que apresentem alguma dificuldade de locomoção podem se beneficiar muito de uma reposição eficiente de bola, fazendo com que o jogo flua melhor. Não se pode também esquecer que o boleiro melhora a eficiência do jogo, proporcionando mais tempo de jogo efetivo, contribuindo para a redução das esperas por quadra nos horários de pico.
Da mesma forma, o boleiro pode ajudar muito nas aulas, não só repondo as bolinhas, mas auxiliando o professor a lança-las. Em turmas maiores, a presença de um auxiliar de quadra permite, por exemplo, que o professor se dedique a um aluno específico, corrigindo sua posição, enquanto o resto da turma segue rebatendo as bolas lançadas pelos boleiros. Todos saem ganhando.
Por fim, cabe lembrar que, mesmo com o corte dos boleiros, a taxa do tênis não caiu um centavo sequer. Os tenistas continuam pagando a mesma taxa sem receber em contrapartida o serviço que estava embutido em seu preço.
O programa de boleiros pode e deve ser aperfeiçoado, repensado e até mesmo reduzido para oferecer um aprendizado de maior qualidade. Da mesma forma, o tenista não deve ser obrigado a utilizar um boleiro caso não o queira. No entanto, o cancelamento puro e simples do programa de boleiros, sem qualquer consulta prévia ao associado, é inadmissível. Exigimos, portanto, a volta desses jovens às nossas quadras de tênis.