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Aloísio Leandro da Silva
"Acho mais do que justo. Quando a igreja quer dar seus pitacos na política, quer beneficiar uma parte da população em detrimento de outra parte. Isso se chama "privilégio", que é o que chamam, por exemplo, quando os LGBT+ conquistam o direito de se casarem. Dizem que isso é um privilégio, mas não dizem a mesma coisa quando se lê nas leis que instituições religiosas são isentas de impostos (Artigo 9º, inciso IV, alínea b, do Código Tributário Nacional - CTN, ou Lei nº 5.172/66), coisa que os LGBT+ não são. Se eles possuem uma visão política, que fique cada um com sua visão política para si. Difamar certo político ou promover o mesmo pode ser considerado, para mim, como doutrinação, pois os ouvintes podem considerar que, se é um religioso que está falando tal coisa, deve ser uma revelação divina, e considerando que o ambiente religioso é dogmático (aceitar ideais sem questionamento), acreditam sem haver uma ponderação mais aprofundada sobre tal, e o mesmo se aplica às ideologias políticas. Acredito que as igrejas devem ser lugares de busca à espiritualidade, o que não condiz com a prática da promoção de certa ideologia ou ainda a de determinada figura pública da área política."
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